Growth Hacking – Por que a Retroalimentação é o Combustível

Tempo de leitura: 10 minutos

E aí, pessoal; tudo bem?

Você já ouviu falar em “Growth Hacking”?

Esse é um termo que está circulando nos corredores do Marketing e que vem sendo amplamente discutido.

Escreverei uma série de artigos sobre o tema, desde o ponto de vista mais teórico até o mais prático.

Vamos nessa?

No final do artigo, não se esqueça de deixar a sua opinião, pergunta ou reflexão, tá bom? (Curto e me aprimoro com a “lente” alheia.)

Então, vamos lá! Espero que goste!

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Você acredita que o Marketing, da forma como você o conhece, vai acabar? Ou que, pelos menos, ele vai mudar radicalmente?

Como já era de se esperar, há uma revolução digital acontecendo, e isso vem afetando pesadamente a maneira como os profissionais de Marketing trabalham.

E vai além: ela afeta a empresa toda e o modo como os outros departamentos atuam num ecossistema que nutre e interage com o Marketing.

E, em meio a essas mudanças que vêm ocorrendo, existe uma nova concepção de Marketing chegando ao Brasil: ela se chama “Growth Hacking”.

Já consolidada no exterior, trata-se de uma disciplina que busca ATALHOS para o CRESCIMENTO de uma empresa.

Originalmente criada para alavancar STARTUPs, ou seja, empresas com pouquíssimos recursos e que necessitam de crescimento rápido, essa área do conhecimento já vem sendo empregada por diversas organizações.

Só para se ter uma ideia, os mais experientes “Growth Hackers” já são mais requisitados que desenvolvedores de software no Vale do Silício.

São profissionais que têm um único e obcecado objetivo: fazer a empresa crescer, elevando o seu indicador-chave – que, no caso das startups, é a quantidade de assinantes/usuários do produto.

Empresas renomadas como o Twitter, Hotmail, DropBox e Airbnb obtiveram resultados incríveis por meio do Growth Hacking e constantemente o utilizam em suas estratégias.

No Brasil, muitas empresas já estão de olho e buscando “surfar nessa onda”! Algumas já criaram até pequenas equipes de Growth Hacking.

Agora, provavelmente, você deve estar se perguntando:

“De onde vem isso? Mas por que isso surgiu? O que é feito na prática? Como fazer? O que isso tem a ver com Marketing? É um novo rótulo para o Marketing? Um novo termo ‘bonitinho’?”

A partir de uma perspectiva prática, ao longo de vários artigos vou compartilhar com você uma visão bem completa sobre o assunto.

Neste artigo, abordarei os seguintes tópicos:

  • Quem inventou o Growth Hacking?
  • O que é o Growth Hacking?
  • Por que a Retroalimentação de Informação é a Propulsora do Growth Hacking?
  • Por que o Growth Hacking faz você repensar a forma de criar Produtos e Serviços?

 

  • Quem foi o doido que inventou o Growth Hacking?

Imagem disponível em: https://www.quicksprout.com/the-definitive-guide-to-growth-hacking-chapter-1/. Acesso em: ago. 2016.

O termo foi citado primeiramente por Sean Eliis em 2010 no Vale do Silício.

O jovem ficou conhecido por conseguir alavancar diversas startups, alcançando altas taxas de crescimento sem nem mesmo precisar de investidores.

Sean se tornou um profissional altamente requisitado no Vale do Silício e conhecido por mudar padrões de pensamento (mindsets), processos e a forma como os softwares são planejados.

Foi então que Sean foi ao mercado buscar profissionais que pudessem substituí-lo, mas concluiu que os profissionais de Marketing tinham perfis com focos muito variados.

Ele precisava encontrar profissionais com apenas um único e obcecado foco: O Crescimento.

Todavia, diante da dificuldade de encontrar esses profissionais, Sean desistiu de procurar pessoas de Marketing e escreveu em seu site: “Procura-se Growth Hackers”.

 

  • O que é Growth Hacking

Numa visão geral, essa é uma atuação que consiste em buscar ATALHOS para fazer uma empresa CRESCER.

E pensar em atalhos na era em que o consumidor é digital significa considerar o profundo, integrado e inteligente uso de TODAS as subdisciplinas de Marketing no meio on-line, tais como Conteúdo, Inbound, Analytics, Social Media, etc.

No entanto, engana-se quem pensa que os Atalhos de Crescimento surgem apenas pela COMPETÊNCIA de agir com as melhores práticas de Marketing Digital, assim como também se engana quem pensa que Growth Hacking é algo totalmente novo, pois “buscar atalhos de crescimento” é uma iniciativa comum às empresas em toda a sua história.

Intitulada como Growth Hacking, essa prática ganha, na verdade, uma nova categorização, uma nova “etiqueta”, centralizando o conhecimento necessário para alavancar um negócio hoje em dia.

Estamos falando de algo consistente e provado inicialmente por diversas startups no mundo todo, ou seja, daquilo que funcionou para empresas que tinham superdesafios: eram novas no mercado, na maioria das vezes dispunham de pouco dinheiro e sua única chance de sobrevivência era simplesmente crescer.

Não à toa é que, nesse contexto, Growth Hacking também tem muito a ver com VISÃO e CORAGEM, isto é, também é um exercício de se “pensar fora da caixa de verdade” e agir – algo que, na minha opinião, é uma grande oportunidade para os profissionais de Marketing mais ousados e inovadores.

Assim, Growth Hacking é uma disciplina que força as empresas a saírem do que chamo de “LOOP OPERACIONAL”. Ou, em outras palavras, do fazer sem pensar. Do fazer sem planejar. Do apenas “fazer por fazer”.

Para alguns pensadores, o Growth Hacking é a única forma de uma startup crescer.

E, para crescer numa era em que o mundo é digital e o Marketing está se tornando uma área cada vez mais mensurável, analítica e baseada em dados, é necessário (1) um processo de incansáveis testes e experimentos, além de (2) um alto grau de automação tecnológica e (3) uma forte “pitada” de criatividade. (Entrarei nesse detalhe mais um pouco mais adiante neste artigo.)

Essas três esferas de atuação são o que define o ATALHO (moderno) para o CRESCIMENTO.

Além disso, devemos considerar que também é necessária uma boa dose de compromisso, principalmente com a criação de conteúdo, sendo este um dos principais fatores de dificuldade por parte dos empreendedores e equipes.

E o que eu acho mais fantástico é que a disciplina exige conhecimento em Psicologia, pois, no fundo, estamos lidando com pessoas, gatilhos mentais, padrões de comportamento, hábitos, influência de massa e outros fatores que envolvem o “serumaninho”.

 

  • A Retroalimentação de Informação como Combustível do Growth Hacking

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Essas atividades são orquestradas em forma de LOOPING, trabalhadas a partir da conhecida metodologia PDCA, que tem por objetivo “retroalimentar” a empresa com informações valiosas para o aprimoramento da atividade e do negócio como um todo.Tenha em mente que Growth Hacking se trata de um PROCESSO, ou seja, da realização contínua e prolongada de atividades que visam a aproximar cada vez mais a empresa do seu objetivo de crescer – ou melhor, de elevar aquele indicador-chave de crescimento da empresa.

Considero que essa é uma forma de trabalho incrível, pois nos permite validar o que pretendemos fazer antes de realmente fazer. Ela nos permite testar praticamente tudo.

Trata-se também de uma dinâmica de trabalho que necessita da perfeita sincronia entre momentos criativos e momentos produtivos, entende?

Então, se você tem ou trabalha numa empresa que concentra 100% do tempo na produção/execução, provavelmente ela está no “loop operacional” e não pensa em formas mais eficazes de executar e nem mesmo de crescer. Há também o agravante de não se coletar, registrar e estudar o feedback de informações que a dinâmica operacional gera.

Basicamente, a Retroalimentação de Informação é o combustível do Growth Hacking.

 

 

  • A nova forma de criar produtos e serviços com Growth Hacking

Philip Kotler já sabia desde 2010.

Ele, que é uma das maiores referências de Marketing do mundo, citou a seguinte frase durante o HSM Expomanagement:

“Vivemos a era da participação e da sociedade criativa. Para as empresas, isso significa estarem mais próximas de seus clientes, trabalhando de maneira unida com eles, pois os consumidores ajudarão as corporações a criarem seus novos produtos e iniciativas de Marketing. É o conceito da ‘co-criação’.”

Isso significa que as pessoas, a população quer ajudar você e a sua empresa a criarem algum serviço ou produto novo, ou até mesmo ajudá-lo(a) a criar a sua empresa.

Também significa que hoje temos a oportunidade de criar praticamente o produto ou serviço perfeito, pois os próprios futuros clientes já podem dar sinais do que querem antes de você “desenvolver” o produto ou serviço por completo.

Isso é a Retroalimentação de Informação.

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Para se ter uma ideia, há pessoas que ficam um ano entregando conteúdo para a audiência, com compromissos diários de gravação de vídeos e elaboração de artigos, porque sabem que essa trajetória vai gerar MUITA informação sobre o que elas podem criar para vender a essa mesma audiência.O Growth Hacking é a interseção entre o Marketing e o desenvolvimento do produto/serviço/negócio.

Aliado a outras estratégias que se utilizam de “gatilhos mentais” e “afeição e persuasão”, esse processo cria uma audiência “co-criadora” e ansiosa pelo produto ou serviço.

Nas empresas de software, geralmente são criados MVPs (Produto Mínimo Viável), isto é, um produto com o mínimo de recursos possíveis, mantendo a função de solucionar o problema para o qual foi criado.

E isso se aplica ao mundo “off-line” também, pois até mesmo uma estação de metrô opera apenas em períodos de teste antes de ser inaugurada.

Até mesmo as pesquisas de mercado em pequenos grupos são uma forma de as empresas testarem as suas “incertezas” e coletarem informação sobre o produto.

O mundo mudou e os desafios também mudaram.

Antigamente, o desafio era criar o PRODUTO, fosse ele um software fodástico, um produto inovador ou um serviço diferenciado.

Hoje em dia, o desafio é a DISSEMINAÇÃO do negócio que você criou, pois estamos cada vez mais numa guerra pela relevância. Numa guerra pela atenção das pessoas.

Por isso, quanto mais o seu público “lhe disser” o que fazer (ou até mesmo fazer com você), maior será a probabilidade de êxito e economia de recursos de tempo, energia e dinheiro.

É nesse ponto que entra a dificuldade, pois agora somos consumidores digitais.

Somos mentes pensantes atrás das telas de smartphones.

Por esse motivo é que o Growth Hacking é moderno e coeso, pois é pensado para o digital.

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Espero que tenha gostado!

Em breve publicarei mais artigos sobre o assunto, inclusive de um ponto de vista mais prático.

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