LinkBrand discute Adblockers e Native Ads em evento do Digitalks

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Na terça-feira passada, dia 18, a LinkBrand teve a satisfação de participar de mais um superevento realizado pelo Digitalks: a Conferência Mídia e Performance 2016.

Como consultoria de marketing com foco digital e atuação growth hacking, a LinkBrand esteve representada pelo seu consultor de Marketing Digital e growth hacker Eduardo Godoy, que discutiu o tema “Como fazer mídia em tempos de Marketing de Conteúdo? Native Ads, Adblockers, Vídeos Ads e outras ferramentas”.

Sob a mediação de Gabriela Manzini (Digitalks) e ao lado dos convidados Lucas Bassi (Reach Local), Corey Feldman (Taboola) e Felipe Bazon (SEO Marketing), Godoy deu início à sua participação respondendo à questão em torno dos adblockers e da necessidade ou não de se repensar o formato dos anúncios. Para o consultor, “ninguém gosta de ter a sua navegação interrompida”, de modo que o próprio “mau uso dos banners faz com que esses adblockers cresçam”.

Segundo ele, “se formos analisar de um ponto de vista mais estratégico, temos que pensar em criar um diálogo com um consumidor que está cada vez mais informado, um consumidor que é a mídia, que faz a coisa ir pra frente, que compartilha o conteúdo. E é aí que entram os native ads, que são caminhos genuínos de entrega de valor que nós conseguimos estabelecer com a nossa audiência”.

Ainda nesse sentido, o growth hacker da LinkBrand lançou uma pergunta que os profissionais desse segmento não podem deixar de considerar: “como gerar valor para o consumidor sem precisar interrompê-lo”?

Dando continuidade à discussão do painel, Manzini propôs outra questão aos convidados: “Quais as melhores tecnologias para analisar e otimizar as performances de canal?”. Para Godoy, “a gente tem hoje um cenário de muitas ferramentas de marketing digital no mercado, e quem não é da área encontra dificuldade de escolher a melhor para trabalhar. Em relação às ferramentas de anúncios, nós temos o Facebook e o Google, mas nem sempre sabemos quais os indicadores que devemos observar em cada um. É claro que todas essas ferramentas têm os seus próprios indicadores; porém, o que nós precisamos ter em vista são os nossos próprios indicadores de negócios. Essa análise permite que que a gente vá identificando o que funciona melhor para cada negócio, sem perder de vista em que momento esse negócio se encontra ⎼ se ele já está consolidado ou não. Então, eu recomendo que a estratégia seja norteada de acordo com aquilo que é preciso mensurar”.

No que diz respeito ao native ads, todos os presentes concordaram quanto à importância do contexto no qual o anúncio será inserido. Na avaliação do consultor da Link, “nós precisamos dialogar com o consumidor de outras formas. Então, o anúncio no Google é um native ads, pois ele está no ambiente nativo do usuário e faz até mesmo com que muitas pessoas se confundam quanto a aquilo ser ou não um anúncio. Se traçarmos um paralelo com uma novela, a latinha de coca-cola em cima da mesa atrás do ator também é um trabalho de marca realizado de maneira ‘infiltrada’. E essa é a essência do native ads”.

Com duração de aproximadamente 30 minutos, o painel ainda contou com as perguntas do público e a disponibilidade dos painelistas em estenderem o tema para além do palco. Em suas considerações finais, Eduardo Godoy ainda refletiu: “Segundo Kotler, nós estamos saindo do marketing 2.0 para entrar no 3.0, ou seja, nós estamos saindo do marketing de relacionamento para entrar no marketing da colaboração, da co-criação. Então, hoje, a performance no seu máximo nível é fazer com que os seus consumidores sejam os seus profissionais de marketing. Portanto, se você tiver algo que realmente agregue para um grupo ou para a sociedade em si, você provavelmente conseguirá reunir pessoas que queiram trabalhar pra você em troca de um bem maior”.